O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu hoje grandes e profundas mudanças na forma de gestão do Senado. Em relação à crise política que atinge a instituição, o ministro disse ainda o que ninguém aceita são os atos secretos, nomeações não publicadas, falta de controle nos gastos de viagem e nos gastos em geral, afirmou ele, em entrevista coletiva, durante conferência anual da Associação Internacional das Escolas e Institutos de Administração, no Rio de Janeiro.

Perguntado se o Senado precisaria de mudança no comando, o ministro respondeu que "isso aí é uma questão que os senadores têm que resolver". Bernardo afirmou que viu pela televisão o bate-boca ocorrido ontem no plenário, entre senadores que apoiam o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e os que defendem o afastamento do peemedebista.

Das 11 ações contra Sarney no Conselho de Ética, cinco são representações e seis, denúncias. O presidente do Senado é acusado de responsabilidade pela contratação de aliados e parentes por meio de atos secretos e de desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação José Sarney e distribuído para empresas fantasmas e da família dele.

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