Bernardo minimiza gasto com reajuste do Bolsa Família

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse que, mesmo com o reajuste de até 8% anunciado ontem, o Bolsa Família representa um gasto baixo quando comparado ao esforço fiscal destinado ao aumento do superávit primário. Segundo ele, a elevação do gasto com o programa será de aproximadamente R$ 370 milhões, volume pequeno em comparação aos R$ 14,2 bilhões que serão poupados com o superávit primário.

Agência Estado |

"O gasto com o Bolsa Família, comparado a isso, é muito pequeno", afirmou. Segundo o ministro, o aumento da verba destinada ao programa será obtido com "remanejamento de recursos".

Bernardo destacou que a inflação "é, de fato, uma preocupação". "Ele (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva) quer combater a inflação, acha que é fundamental proteger o poder aquisitivo das famílias mais pobres", disse. Entretanto, o ministro afirmou que o combate à inflação não deve ser feito somente por meio da política monetária. "O presidente definiu que não pode ser tarefa só do Banco Central", disse Bernardo, durante feira organizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em São Paulo.

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