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Bernardo diz que é preciso dar explicação cabal sobre apagão

BRASÍLIA (Reuters) - O governo precisa dar uma resposta sobre o apagão que atingiu 18 Estados na terça-feira e investir mais, disse o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, nesta quinta-feira. Temos que dar uma explicação cabal para o que aconteceu anteontem. A sociedade precisa saber, disse o ministro a jornalistas durante evento do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais.

Reuters |

A posição de Bernardo contrasta com a do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que afirmou mais cedo que o apagão "é caso encerrado" depois de atribuir o problema às "condições atmosféricas adversas" durante entrevista coletiva na véspera.

O governo informou na quarta-feira que raios, chuvas e ventos teriam causado um curto-circuito em três linhas de transmissão que recebem energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu e a transmitem para outras regiões do país, passando pela subestação de Itaberá, no interior de São Paulo.

O distúrbio desencadeou uma queda de 40 por cento na oferta de energia do país durante cerca de 5 horas, principalmente nos Estados do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

O presidente da Eletrobrás, José Antonio Lopes, disse que ainda é preciso avaliar melhor o que aconteceu.

"O que eu ainda não sei é por que a parte da inteligência não funcionou para isolar os problemas", disse Lopes antes de um evento.

Ele lembrou que no Nordeste o sistema de cortes de carga funcionou em vários locais. Isso fez com que o fornecimento fosse interrompido apenas em alguns trechos, e não em toda a região.

Lopes disse acreditar que com a construção de novas usinas, como a de Belo Monte, no Pará, e de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, o país terá "novas rotas de grande suprimento".

"Serão grandes polos estabilizadores", disse.

Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que foram investidos 22 bilhões de reais em linhas de transmissão nos sete anos de seu governo, o equivalente a 30 por cento de tudo o que foi feito em 123 anos no país.

Mas o ministro Paulo Bernardo, acredita que o apagão traz "a discussão da necessidade de nós fazermos grandes investimentos, não apenas na área de energia, mas em várias outras áreas".

Segundo relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS), foram afetados na totalidade São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo e parcialmente Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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