O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse hoje que muitas vezes há exageros na postura de greve de algumas categorias. Ele citou como exemplo o caso das greves de servidores públicos que, em alguns casos, têm sido extremamente longas.

Lembrou que o governo precisa negociar tendo em vista não apenas o que é considerado justo, mas também o que pode ser pago. "Concedemos um crédito de R$ 7,5 bilhões e esse é o nosso limite", afirmou.

Para Bernardo, no entanto, as paralisações devem ser vistas como uma atitude normal dos trabalhadores, que vêem crescimento de recursos no governo, no comércio e na indústria. "Os trabalhadores querem a sua parte", afirmou, lembrando que uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que em 2007 quase 90% das categorias conseguiram reajustes salariais acima da inflação.

"Até 2010 teremos muito menos problemas nesse sentido", previu. Ele fez as afirmações após participar da conferência "O Impacto do Brasil na Economia Global", promovida pela Sociedade Americana (Americas Society) e o Conselho das Américas (Council of the Americas) em conjunto com o Movimento Brasil Competitivo.

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