Benigna na infância, rubéola é prejudicial na gravidez

Febre que não ultrapassa os 38,5ºC, dores musculares, de garganta, aumento nos gânglios e muitas manchinhas cor-de-rosa atrás das orelhas, pescoço, tronco e pernas. Estes são os sintomas típicos da rubéola, doença transmitida por via respiratória através de gotículas de saliva.

Agência Estado |

Seu período de incubação é de até 21 dias e a duração dos sintomas é quatro a cinco dias.

Não existe tratamento para a rubéola. Segundo Cláudia Afonso Binelli, infectologista do Hospital São Camilo Pompéia e do Centro de Referência e Treinamento em Aids Vila Mariana, ambos em São Paulo, não há tratamento clínico para essa doença. "São tratados apenas os sintomas como febre e dores musculares. Se for necessário é receitado um antihistamínico. É importante que o paciente não tome ácido acetilsalicílico pois, no início, ela pode ser confundida com a dengue", enfatiza. A rubéola é diagnosticada clinicamente e também através do exame de sorologia.

"O problema é quando a mulher tem rubéola durante a gravidez, especialmente nos três primeiros meses", afirma Maria Zilda de Aquino, pediatra e infectologista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

A rubéola congênita, segundo Maria Zilda, é transmitida através da placenta e o vírus provoca deficiência auditiva, lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), cardiopatias, aumento no fígado e baço, além de retardo mental. "Por isso é importante a vacinação", enfatiza.

"Quando a mulher pretende engravidar ela deve pedir o exame de sorologia para rubéola ao seu ginecologista. Se o resultado der positivo, ela está imunizada. Caso contrário, deve tomar a vacina e após 45 dias refazer o exame", afirma Marcelo Mendonça, infectologista dos hospitais Emílio Ribas, Santa Paula e Santa Bárbara.

As crianças devem ser vacinadas com 15 meses e depois receber o reforço entre os 4 e 6 anos. E pessoas de 12 a 39 anos devem se vacinar durante a campanha que está sendo promovida pelo Ministério da Saúde, mesmo que já tenham sido vacinadas. "Só não pode receber a vacina quem está com deficiência no sistema imunológico, aqueles que estão usando corticóides em altas doses, quimioterapia e quem já teve reação anafilática quando se vacinou contra rubéola e sarampo", afirma Cláudia Binelli.

AE

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