SÃO PAULO ¿ O autor Benedito Ruy Barbosa fez questão de comparecer ao lançamento da próxima novela das seis, Paraíso, que estreia daqui a duas semanas na Globo. Depois de se recuperar de um derrame cerebral, o novelista retoma as novelas com um remake da obra que levou ao ar há 27 anos.

E frisa que está tão confiante neste elenco como estava no da "Paraíso" de antigamente. Além de falar sobre sua novela, o autor ¿ sempre acompanhado da filha Edmara, responsável pela adaptação ¿, ainda disse que as novelas de hoje merecem a queda de Ibope que vêm sofrendo.

A novela mal começou, o marido já traiu a mulher, a mulher já dormiu com três, quatro caras. A televisão está uma putaria. Novela agora é tudo horizontal, por isso os resultados do Ibope pioraram. Emocionado e com aparência cansada, Benedito lembrou que a primeira versão da novela surgiu para concorrer com o crescimento do SBT à época, que, segundo ele, apresentava um programa de apelo popular no horário das seis. Os padres (do programa do SBT) estavam tirando dinheiro do povo, e, para rebater só o casamento do filho do diabo uma santinha, disse, referindo-se ao mote principal de Paraíso.

A trama, contemporânea, se passa no centro-oeste brasileiro e fala sobre o romance de Santinha e o peão Zeca, cercado de misticismo. Os mocinhos, vividos por Natália Dill e Eriberto Leão, têm um romance inusitado. Ela foi criada para ser uma santa e o peão é chamado filho do diabo, alcunha inventada pelo próprio pai, porque sua mãe morreu no parto no dia de uma suposta visita do cramulhão.

O mocinho de Eriberto Leão é a principal arma da novela para sair do estilo horizontal criticado por Benedito. Outra que comemora sua primeira protagonista é Natália Dill ¿ que, por sinal, fez os testes para entrar na novela ao lado de Eriberto.

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