Ben Stiller e Terence Davies mostram diversidade do Festival de San Sebastián

San Sebastián (Espanha), 20 set (EFE).- O ator e diretor Ben Stiller, uma das principais atrações de hoje do Festival Internacional de San Sebastián, disse, ao apresentar Trovão Tropical, que fazer filmes às vezes é quase ridículo.

EFE |

Com mais de 20 minutos de atraso e esbanjando humor, o protagonista desta nova paródia da indústria cinematográfica chegou à sessão de exibição de seu novo longa acompanhado do colega Robert Downey Jr, que também está no elenco do produção.

Em "Trovão Tropical", a nova comédia de Stiller como diretor e que marca sua volta para trás das câmeras após sucessos como "Zoolander" e "Caindo na Real", um grupo de atores acaba enfrentando tropas vietnamitas enquanto tenta rodar um filme de guerra.

"Não fizemos humor contra ninguém nem às custas de ninguém, é só uma oportunidade de retratar nosso mundo e de rirmos de nossa própria imagem", declarou Stiller, que, com seu novo filme, participa pela primeira vez do Festival de San Sebastián, ainda que fora da mostra competitiva.

"Trovão Tropical" também confirma o retorno ao primeiro escalão de atores de Robert Downey Jr., que recentemente estrelou o bem-sucedido "Homem de Ferro", mas, por outro lado, tem causado polêmicas raciais.

No filme, Downey Jr. interpreta Kirk Lazarus, um renomado ator de Hollywood envolvido nas filmagens de uma produção sobre a Guerra do Vietnã.

A questão é que o papel de Lazarus nesse longa foi escrito originalmente para um ator negro, razão pela qual o personagem de Downey Jr. decide se pintar de preto para dar mais autenticidade à sua interpretação, o que, apesar de ter alguma graça e sentido dentro do metafilme de Stiller, na vida real já provocou críticas de setores da sociedade.

Outro destaque do dia em San Sebastián foi o britânico Terence Davies, com apenas seis filmes em 24 anos e considerado um dos diretores mais intimistas do cinema atual, como demonstra seu último trabalho, "Of Time and the City", um documentário com o qual o cineasta quis se despedir da Liverpool que conserva em sua memória.

Em entrevista à Agência Efe, Davies disse que "Of Time and the City" é um filme que contrapõe a Liverpool na qual viveu, até 1973, com a "Liverpool moderna": "É uma meditação sobre o tempo que passou e o envelhecer".

Com este filme, considerado por alguns críticos como o melhor filme britânico dos últimos anos, Davies disse adeus à cidade na qual nasceu, posto que, segundo disse, "jamais" fará outro filme sobre Liverpool, que também ambienta a história de "Vozes Distantes".

Segundo o diretor, a Liverpool que antes costumava amar agora é apenas "uma imagem", forma de pensar realista, pessimista e fatalista, que se reflete fielmente em seus longas-metragens, nos quais, apesar de tudo, quer demonstrar que "a vida vale a pena" ser vivida.

Sobre seu próximo longa, o cineasta, que está tendo suas obras - "The Terence Davies Trilogy" (1984), "Vozes distantes" (1988), "O Fim de um Longo Dia" (1992), "The Neon Bible" (1995), "A Essência da Paixão" (2000) e "Of Time and The City" (2008) - exibidas na retrospectiva do Festival de San Sabastián, prometeu que terá "um final feliz". EFE hlm/ab/sc

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