Bebê Gabriel morreu ao aspirar vômito, diz laudo do IML

SÃO PAULO - O Instituto Médico-Legal (IML) divulgou nesta segunda-feira o resultado do laudo sobre as causas da morte do bebê Gabriel Santos Ribeira, de 7 meses. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as conclusões do caso foram entregues na última sexta. No dia 25 de julho, Gabriel morreu de parada cardiorrespiratória, na creche Pedacinho do Céu.

Redação |

Mario Ângelo/ AE
Bebê morreu aos sete meses
Em nota, o delegado do 90º DP, Sérgio Alves, confirma que Gabriel possuia meningite e aponta, como a principal causa da morte, o fato dele ter aspirado vômito, que teria sido provocado pela própria doença.

De acordo com o delegado, os policiais ainda investigam se de fato houve negligência no tratamento da criança.


Versões para o caso

Os pais alegam que houve negligência por parte dos empregados já que, segundo eles, quando a criança foi entregue à creche estava bem de saúde. Segundo a mãe do bebê, Gabriel foi entregue às 11h à escola e estava feliz, contente e sem nenhuma doença.

AE
Familiares do bebê Gabriel protestam em frente à creche

A direção da creche nega as acusações e classifica o caso como "fatalidade". Por meio de nota, ela informa que a "escola (...) é personagem de uma fatalidade". "As escolas legalizadas como a nossa, passam por avaliações freqüentes dos inspetores da prefeitura que constatam a conformidade de nossas práticas", destaca a creche.

"As acusações à escola como pré-ciência de maus tratos, má qualidade de alimentação, falta de funcionários, dentre outras barbaridades que estão sendo veiculadas, se analisadas com um pouco de bom senso e razão, percebe-se que não encontram respaldo e são fruto de oportunismo e falta de sensibilidade", acrescenta, por meio de nota. ( leia a íntegra )

Segundo a família, a morte do bebê só foi constatada quando o pai foi buscá-lo. Ele conta que esperou por cerca de 5 minutos até uma funcionária avisá-lo que Gabriel "estava roxo". Júlio chegou a levar o filho para um hospital, mas, após tentativa para reanimar a criança por 40 minutos, ela não resistiu e morreu.

De acordo com a família, durante os procedimentos para reanimar Gabriel, os médicos encontraram restos de alimentos no bebê, o que dificultou a entubação.

A creche destaca que adotou todos os procedimentos necessários de segurança com Gabriel "como alimentação e descanso na posição vertical e arroto, por exemplo". Ainda em sua defesa, a creche informou que comunicou ao Corpo de Bombeiros e reiterou que a morte da criança foi uma fatalidade.

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