SÃO PAULO - Um bebê de 11 meses e uma menina de 5 anos foram jogados no assoalho do ônibus que foi incendiado nesta quarta-feira, durante protesto de moradores na região da Favela Tiquatira, na Penha, zona leste de São Paulo, afirmou o motorista em depoimento à polícia. Um comandante da Polícia Militar afirmou que http://tvig.ig.com.br/112841/crianca-teria-sido-atirada-de-onibus.htm target=_blanko bebê foi jogado pela janela do ônibus, mas http://tvig.ig.com.br/112835/moradores-contradizem-versao-da-policia.htm target=_blankmoradores que participaram do confronto negaram.

De acordo com o boletim de ocorrência, a testemunha afirmou que os manifestantes que incendiaram o ônibus ordenaram que todos deixassem o veículo aos empurrões e que as duas irmãs foram jogadas no chão.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, um bebê de 1 ano permanece internado no Hospital do Tatuapé em observação. A menina teve traumatismo craniano e passa por avaliação médica e exames. Ainda não há previsão de alta, segundo a Secretaria.

Futura Press

Manifestantes atearam fogo em veículos durante protesto na zona leste

Uma mulher de 24 anos, mãe da criança internada, teve alta nesta quarta-feira. A outra menina, de 5 anos, que ficou por um tempo em observação após sofrer ferimentos leves, teve alta no mesmo dia.

Durante o tumulto, um policial militar também ficou ferido. De acordo com o PM, ele foi atingido por pedras durante o confronto e passa bem.

Causas

O protesto que envolveu o incêndio de pelo menos três veículos nesta quarta-feira pode ter sido causado pela prisão de um traficante, segundo a Polícia Militar, mas moradores negaram que esse tenha sido o motivo do protesto. Manifestantes e policiais entraram em confronto no local e a Marginal do Tietê foi fechada com barricadas.

Em nota, a Polícia Militar informou que a situação no local da manifestação está sob controle, mas que permanecerá na região pelo tempo necessário.

Antes do tumulto, a PM diz que policiais efetuaram a prisão de três pessoas, que estariam portando drogas. Durante a prisão, moradores da favela Tiquatira teriam hostilizado os policiais e libertado dois dos presos, que estavam em uma viatura.

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