Logo após nascer, um problema no coração do bebê Rodrigo obrigou sua transferência do Hospital de Itapetininga (SP) para o Hospital do Servidor Público Estadual, na capital paulista. Depois de ser submetido a um procedimento não cirúrgico, no dia 11 (oito horas após o nascimento), Rodrigo passa bem.

Segundo Micheli Zanotti Galon, cardiologista intervencionista do hospital, o problema de Rodrigo era raríssimo. “Da população em geral, 0,8% nasce com algum tipo de problema cardíaco. Desses, 1% tem uma doença como a desse bebê.”

Rodrigo nasceu com a Síndrome de Hipoplasia do coração. Durante a gestação, houve deficiência no crescimento do ventrículo direito do órgão. A consequência disso foi que, logo após o nascimento, ele apresentou queda gradativa no fluxo de sangue para os pulmões. Sem isso, o resto do corpo passou a não receber oxigênio (que entra na corrente sanguínea nos pulmões). Se nada fosse feito, o quadro de Rodrigo evoluiria para a cianose (a colocação roxa/azulada da pele) e ele morreria.

Para salvá-lo, os médicos do hospital implantaram um stent - uma malha metálica expandida por um balão que assegurava o fluxo de sangue para os pulmões - por meio de cateterismo. O procedimento, considerado menos invasivo que uma cirurgia, durou cerca de 1 hora. “Bateu um desespero imenso”, disse a mãe Roseli Arantes ontem, se lembrando da notícia de que seu filho sofria de um problema no coração.

A costureira de 39 anos temia que o filho não aguentasse a viagem até São Paulo, que durou cerca de 3 horas. “Graças a Deus deu tudo certo e ele está lindo.”Batizado de Rodrigo César Arantes de Queiroz, o primeiro menino de Roseli (ela tem duas filhas) nasceu com 2,620 quilos e 46 centímetros. Perdeu peso mas, segundo o hospital, já cresceu dois centímetros e passa bem. Hoje, ele sai de hospital e volta com os pais para Itapetininga. As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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