Bebê baleado no Rio de Janeiro não perderá o braço, diz Secretaria de Saúde

RIO DE JANEIRO - O bebê de 11 meses que levou um tiro no colo da mãe na Favela Kelsons, na Penha, no subúrbio do Rio de Janeiro, não vai perder o braço, informou hoje a Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com a pasta, o estado da criança evolui bem e está sendo acompanhado pela ortopedia.

Agência Estado |


Ela continua internada no setor pós-operatório do Hospital Getúlio Vargas e deve ser transferida para a enfermaria nesta quinta-feira. A mãe do bebê também foi atingida no mesmo episódio. Ela morreu na noite de domingo.

Ana Cristina Costa do Nascimento, de 24 anos, foi atingida no peito enquanto andava com um grupo de pessoas na rua Marcílio Dias, na Penha, por volta das 22h. Ela e familiares saíam da favela após uma festa.

A PM alega que soldados do 16º BPM (Olaria) que faziam uma ronda na favela durante a noite foram alvo de disparos de supostos traficantes, que teriam acertado mãe e filha na rua. De acordo com a PM, os policiais militares não revidaram aos disparos porque havia muitos pedestres no local.

Amigos e parentes da vítima, no entanto, afirmam que o tiro que acertou Ana Cristina foi disparado por policiais militares. De acordo com eles, a vítima, o marido, as duas filhas, sendo uma de três anos e a outra de 11 meses, e mais quatro pessoas estariam voltando de uma festa da família por volta das 22h40 quando os PMs teriam começado a atirar.

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