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Bateria da Mocidade termina com grito de É campeã

Forte candidata ao título de campeã do carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre, vice em 2008, empolgou o público do sambódromo com seu enredo sobre o coração. Mesmo torcedores da Gaviões da Fiel, que lotavam as arquibancadas à espera da alvinegra, aplaudiram a passagem da concorrente.

Agência Estado |

A favor da Vermelho e Verde, a bateria de Marcos Rezende, o Mestre Sombra, tingida com a cor do sangue, e a comissão de frente, em dourado, dançando à moda egípcia para mostrar uma lenda desse país sobre o coração como fonte da inteligência.

Após o encerramento do desfile, que durou 1h02, a presidente da Morada, Solange Bichara, chorava de emoção e mal conseguia falar. Componentes e diretoria se abraçavam. "Já me sinto campeã, independentemente de qualquer coisa", disse Solange assim que recobrou o fôlego. "Minha comunidade é fantástica."

A Mocidade repetiu sucessos do carnaval passado, como uma ala com bailarinos de sapateado, uma representação do amor pela arte, mas também inovou. Homens girando dentro de duas rodas douradas no segundo carro arrancaram aplausos das arquibancadas. Jatos de fumaça branca lançados a metros de altura do costeiro de integrantes que rodeavam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira surpreenderam.

Mas o que conquistou de vez a plateia foi o terceiro carro, um gigante coração vermelho em forma de globo vazado. Dentro dele, acrobatas pulavam em uma cama elástica. Fora, dançavam apoiados nas vigas. Na alegoria veio o atacante do São Paulo Washington. O ídolo da torcida tricolor sofre de problemas cardíacos e é conhecido como "Coração de Leão". O público vibrou ao reconhecer o jogador, vestido de calção e camiseta dourado e branco. O são-paulino Richarlyson também defendeu a Mocidade, desfilando no chão a poucas alas de distância do colega de time.

O quarto carro trouxe uma réplica do famoso cabaré Moulin Rouge, de Paris, para homenagear a paixão. Dançarinas de can-can, enormes esculturas de cupidos e a predominância de vermelho e rosa chamaram a atenção. Os atores Pascoal da Conceição e Rosi Campos vieram fantasiados de donos do cabaré com trajes luxuosos.

A Mocidade encerrou o desfile cantando pela folia e pela própria escola. Os oito títulos de campeã da Morada, desde o grupo 2 da União das Escolas de Sampa Paulistanas (Uesp), em 1971, foram relembrados um a um nas alas finais, com fantasias que remetiam aos carnavais passados. O último carro, decorado com grandes pierrôs e arlequins, trouxe a velha guarda e as crianças. A fantasia dos pequenos era um coração com a inscrição "Mocidade". Em meio às alas que relembravam campeonatos passados, veio a bateria, saída do recuo, para êxtase do público. A cada paradinha, a arquibancada vinha a baixo em gritos e aplausos.

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