Bate-boca marca 2º dia de julgamento de acusados de assassinar ganhador da Mega-Sena

O segundo dia de julgamento de dois homens acusados de terem executado o milionário René Senna, em janeiro de 2007, foi marcado por intenso bate-boca entre o advogado assistente da acusação, Marcos Rangoni, e o advogado Maurício Neville, que defende o ex-PM Anderson Sousa. A sessão chegou a ser interrompida pela juíza Roberta dos Santos Braga Costa, que repreendeu os advogados. A previsão é de que o julgamento termine na quinta-feira.

Agência Estado |

A confusão começou no momento em que Neville insinuou que uma das testemunhas era na verdade o assassino do milionário, que ganhou o prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega Sena, em 2005. Rangoni interveio e lembrou aos jurados que a investigação da polícia apontava Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira como os executores de Senna.

AE

Adriana, acusada de encomendar a morte do marido

Nesse momento, Neville chamou Rangoni de "otário". O assistente da acusação chegou a se levantar e avançar na direção de Neville, mas foi impedido por PMs.

Renata Senna, única filha e herdeira do milionário, disse que a cabeleireira Adriana Almeida, acusada pela promotoria de ter encomendado a morte do marido, não cuidava bem de seu pai.

Para Renata, Adriana só estava interessada no dinheiro de Senna. Ela lembrou que Adriana era mais jovem que seu pai, que já tinha tido as pernas amputadas em decorrência da diabetes. Renata acusou ainda a cabeleireira de ter afastado Senna da família.

Relembre o crime

Ganhador de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena em 2005, René Senna foi morto a tiros ao ser surpreendido quando tomava cerveja em um bar, na localidade de Lavras, no município de Rio Bonito. O milionário estava com amigos, quando dois homens chegaram numa motocicleta e dispararam contra ele. A cabeça foi atingida por quatro tiros.

De acordo com a denúncia do MP, Adriana teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que planejassem e executassem o crime. Entre os motivos, seria o de que ela sabia que Senna pretendia terminar o relacionamento e excluí-la do testamento.

Por causa da diabetes, René Senna tinha as duas pernas amputadas. Antes de virar milionário, ele vendia doces na beira da estrada. Em 2005, ganhou sozinho o prêmio da Mega-Sena. Casou-se, então, com Adriana, que é ex-cabeleireira e teria passado a cuidar das finanças do casal. Ela o mantinha afastado da família, acusam amigos e parentes.

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