Batalha contra cigarro pede mudança de comportamento, diz especialista

Parar de fumar não é fácil, exige disciplina e mudança de comportamento. Quando há dependência física ou psicológica associada a dificuldade aumenta.

Agência Estado |

"Somente 20% dos fumantes regulares precisam de medicação", diz a pneumologista Camille Rodrigues da Silva, sócia da Avir Saúde Educação e Tratamento do Tabagismo e autora do livro "Apague o Cigarro de Sua Vida".

A maioria das mulheres descobre o cigarro ainda na juventude, aos 15 anos. E, ao longo dos anos, elas percebem que o cigarro faz companhia nos momentos de solidão, disfarça a insegurança e ainda diminui o apetite. Com todos esses apelos, há casos em que até um diagnóstico de câncer não é suficiente para largar o vício. A fumante acredita, em determinado momento, que conseguirá parar se ouvir que é necessário, mas isso não ocorre facilmente.

As mulheres se convencem de que podem conviver em harmonia com o cigarro, sem maiores prejuízos. No entanto, depois de bons anos em companhia do tabaco, é comum surgir uma dúvida: investir na saúde ou manter os rituais e hábitos do vício? Para as mulheres que planejam ter filhos, a pergunta parece crucial.

De acordo com a ginecologista Silvana Chedid, especialista em Medicina Reprodutiva, o tabaco pode impedir a concepção. "Como o álcool, o cigarro também reduz drasticamente as chances de um casal ter filhos, comprometendo a quantidade e a qualidade do esperma", alerta.

Para largar o vício, repositores de nicotina, como os adesivos e gomas de mascar, ajudam. Medicamentos, como Ziban e Champix, também. "A descarga dos receptores de nicotina dura menos de um minuto. Tome um copo d’água e supere a fissura", aconselha Camille.

AE

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