Bastos diz estar convicto de que mensalão não existiu

SÃO PAULO - O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos deixou nesta quarta-feira o prédio do Fórum Criminal Federal de São Paulo, após depor como testemunha de defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, e afirmou ter convicção de que o mensalão não existiu.

Agência Estado |

Dirceu é apontado como chefe de um esquema de pagamento de propina a parlamentares para influenciar votações no Congresso a favor do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

AE
Bastos chega ao prédio da Justiça Federal
Questionado se acreditava na existência do esquema, Thomaz Bastos respondeu: "A minha convicção é de que não." Ele evitou comentar sobre suas expectativas a respeito do resultado do processo. "A Justiça vai ser feita", resumiu. O ex-ministro da Justiça contou ter feito um depoimento rápido sobre atributos pessoais de Dirceu.

Ao chegar ao Fórum, ele havia dito que falaria sobre pontos muito "abonadores" da vida do ex-ministro da Casa Civil, assumindo o papel de uma "testemunha da imagem". "Ele (Dirceu) é um sujeito disciplinado e preparado. Nunca o vi trabalhar menos de 12 horas na Casa Civil", comentou. Bastos disse também que recorreria a memórias familiares para evocar qualidades do ex-ministro.

"Antes de a gente se conhecer, já tínhamos uma relação familiar. Meu pai e minha mãe foram padrinhos de casamento dos pais dele." Márcio Thomaz Bastos foi a primeira de seis testemunhas de defesa do caso do "mensalão" que serão ouvidas na tarde desta quarta-feira.

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