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Base quer negociar com oposição fim da CPI no Senado

O ofício à Comissão de Infra-Estrutura do Senado da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, confirmando o comparecimento para discutir o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), faz parte de uma proposta de acordo em negociação entre as lideranças do PSDB e do governo para reativar a CPI Mista dos Cartões Corporativos em troca da não instalação da CPI exclusiva do Senado. Só na terça-feira, porém, quando a CPI mista votará requerimentos, é que a oposição vai saber, mais uma vez, se o governo quer ou não seguir nas investigações, dando prosseguimento às negociações.

Agência Estado |

Enquanto isso, paga para ver o comportamento dos aliados do Palácio do Planalto. "Estamos reticentes", afirmou o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO).

O senador tucano está aguardando a qualquer momento a confirmação da data da audiência da ministra Dilma na comissão, que pode ser na quarta-feira. Se necessário, vai realizar uma sessão extraordinária, já que a chefe da Casa Civil estará em Tóquio na semana seguinte. "Se ela quiser fazer semana que vem, será ótimo", avaliou. Perillo ressaltou que, embora a convocação da ministra tenha ocorrido para esclarecer as obras do PAC, não vai impedir a oposição de fazer perguntas sobre o suposto dossiê das despesas do casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso.

"Não posso impedir. Cada um pergunta o que quiser, vivemos em uma democracia", completou Perillo. A oposição já deixou claro aos parlamentares da base do governo que sem quebras de sigilo na CPI Mista é impossível progredir nas investigações. A presidente da comissão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), manifestou publicamente, em mais de uma ocasião, seu desânimo e decepção com os rumos da CPI, chegando a declarar que a Comissão "caminha para um final melancólico".

Na raiz dessa tentativa de entendimento, de acordo com parlamentares governistas, está a vantagem, para o governo, do explosivo tema do suposto dossiê não se perpetuar nos holofotes na CPI exclusiva do Senado. O prolongamento dessa já longa exposição do caso, segundo um deles, só contribuiria para agravar o atual desgaste de uma investigação da Polícia Federal no coração do Palácio do Planalto.

Outra razão para tal negociação é a de que, com a manutenção, também lá, de folgada maioria da base governista, prevê-se igualmente outro desgaste, desta feita na imagem dos senadores aliados, quando obrigados a adotar a mesma tática radical de barrar tudo, como vêm fazendo os correligionários da CPI Mista.

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