Base comemora melhora da avaliação do governo

Governistas na Câmara comemoraram com euforia o resultado da pesquisa CTN/Sensus divulgada hoje, na qual 50,4% dos entrevistados responderam ser a favor da alteração da Constituição do País para que seja permitido um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na mesma pesquisa, a avaliação positiva do governo do presidente Lula saltou de 52,7%, em fevereiro, para 57,5% em abril, alcançando a maior avaliação positiva desde o início do primeiro mandato, em janeiro de 2003.

Agência Estado |

O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), comparou a relação do presidente com a população a um casamento bem-sucedido. "Veja que casamento! Cinco anos depois o amor está maior entre o povo e o presidente Lula. Essas pesquisas feitas recentemente revelam cada vez mais a compreensão da opinião pública de que o governo Lula teve resultados concretos para o povo", afirmou Rands. O líder petista negou que haja a intenção de mudar a Constituição para permitir que Lula dispute um terceiro mandato. "Estamos animados para um terceiro mandato com outro candidato. Queremos preservar as regras. Não vamos cair em tentação", disse Rands.

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), foi na mesma linha. "A pesquisa anima para um terceiro mandato com outro candidato ou candidata", disse Fontana. Ele considerou que, com essa avaliação, haverá uma tendência muito grande de o eleitor votar a favor do candidato que o presidente Lula pedir. "Para nós é muito melhor ele (Lula) manter essa credibilidade em alta, sair com essa bela avaliação, dar força para o candidato dele e, aí sim, ele pode pensar em voltar cinco anos depois", afirmou Fontana.

O resultado da pesquisa, no entanto, provocou desconfiança da oposição. O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), duvidou da isenção da pesquisa realizada pela CNT. "Tradicionalmente o instituto Sensus constrói um quadro mais favorável ao governo", afirmou. ACM Neto disse reconhecer a boa popularidade do presidente, mas ressaltou que "não há vontade da população de mudar a regra do jogo para permitir um terceiro mandato" para Lula. Ele argumenta que, no Congresso, apenas uma minoria defende um terceiro mandato para Lula. Segundo ele, se houvesse esse apelo popular, a adesão política dos parlamentares seria maior na Casa. Para evitar surpresas, entretanto, o DEM não aceita discutir nem votar nenhum projeto que trate de mudança eleitoral.

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