Os partidos da base na Câmara se rebelaram contra a demora na liberação de recursos que entraram no Orçamento da União por meio de emendas feitas pelos parlamentares e afirmaram que só votarão projetos no plenário depois de normalizada a situação. Em reunião de líderes com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o PMDB, o PTB, o PP e o PR anunciaram que votariam apenas a medida provisória (MP) 462, que está na pauta de hoje, adiando as demais votações para depois da execução orçamentária.

Esse texto foi apelidado de "MP ônibus", por causa dos itens incluídos pelo relator, Sandro Mabel (PR-GO), à MP do governo.

O vice-líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), justificou o atraso na liberação das emendas com a queda da arrecadação. Segundo ele, no primeiro semestre, a União arrecadou menos R$ 13 bilhões do que está no Orçamento, o que implica cortes. O vice-líder disse que o governo espera a confirmação da arrecadação para resolver o problema. "É uma ação normal e prudente por parte do ministro (do Planejamento, Paulo Bernardo). Ele tem de ter a cautela de quem tem a responsabilidade com o Orçamento", disse Barros, lembrando que não é possível cortar no custeio.

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