O barco Dona Zilda, que naufragou na madrugada de ontem supostamente depois de bater em um barranco à margem direita do rio Amazonas, próximo a Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus, foi encontrado no fundo do rio, encalhado em um banco de areia, na tarde de hoje. A expectativa é que os seis corpos dos passageiros desaparecidos - quatro adultos e duas crianças - possam estar presos em camarotes ou banheiros da embarcação.

Os trabalhos de busca foram encerrados por conta da falta de iluminação natural, da correnteza e das águas turvas do rio, mas serão retomados ao amanhecer, informou o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Antonio Dias dos Santos. Segundo ele, ainda não é possível informar se o barco está danificado por conta da suposta batida em um barranco. "Durante a tarde, o barco estava sendo amarrado e cilindros de ar comprimido colocados ao seu redor para flutuar, além de ter sido enviado um guincho de Manaus", contou.

O Dona Zilda saiu da vila de Ururiá, em Nova Olinda, a 138 quilômetros de Manaus, no rio Madeira, no início da manhã de domingo. O barco tinha capacidade para 38 pessoas, mas levava 47, sendo que 41 sobreviveram. A embarcação também estava carregada de madeira, farinha, cacau e castanha, que seriam comercializados em Itacoatiara.

No ano passado ocorreram sete naufrágios nos rios do Amazonas, matando no total 78 pessoas. O mais grave aconteceu em maio de 2008, quando o barco Comandante Sales afundou próximo a Manacapuru, a 84 quilômetros da capital, matando 48 pessoas. Este mês, o comandante do barco vai a júri popular.

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