Banqueiro Daniel Dantas recorre ao STF para se manter calado na CPI dos Grampos

BRASÍLIA - O banqueiro Daniel Dantas, acusado de crimes financeiros, evasão de divisas e de formação de quadrilha, preso pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, espera decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre pedido para que ele não seja obrigado a responder a todas as perguntas formuladas pela Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas, da Câmara dos Deputados. Em depoimento à PF na semana passada, Dantas usou do direito de permanecer calado.

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |

Devido à comemoração do Dia do Advogado, não há expediente nos tribunais do Poder Judiciário. Com isso, a previsão é de que o pedido seja distribuído a um dos ministros, como relator, apenas na manhã desta terça-feira. O depoimento de Dantas está agendado para a próxima quarta-feira.

O objetivo da ida do dono do Banco Opportunity à comissão seria obter informações sobre as escutas telefônicas que Dantas teria promovido por meio da empresa Kroll Associates em negociações para aquisição da empresa de telefonia Brasil Telecom. O iG é uma empresa que pertence à Brasil Telecom.

Na última quinta-feira, o delegado da Polícia Federal (PF) Élzio Vicente da Silva confirmou à CPI que a Kroll, de origem norte-americana, realizou escutas clandestinas contra a Telecom Italia. Também há suspeitas de que Dantas teria ordenado grampos a autoridades.

O depoimento do juiz Fausto Martin de Sanctis, que autorizou a prisão de Dantas e de outros acusados na Operação Satiagraha, deve dar mais munição aos deputados para depoimento de Dantas.

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