Banksy é herói oculto do Festival de Berlim

Berlim, 14 fev (EFE).- O enigmático Banksy, quinta-essência da arte de rua e ativista do grafite, se tornou hoje herói do Festival Internacional de Cinema de Berlim em seu primeiro filme, Exit through the Gift Shop, e reiterou assim seu talento para brilhar ocultamente.

EFE |

A pergunta do dia era "Banksy virá?", diante da esperança de que o gênio dos gênios do grafite, de rosto oculto, aparecesse no último minuto sobre o tapete vermelho, tirasse o capuz preto e revelasse sua identidade.

No entanto, a direção do Festival divulgou uma mensagem do gênio, com ordem de embargo total até a projeção do domingo.

Definitivamente, a mensagem ao Festival de Berlim era a saudação para o filme, no qual Banksy aparece encapuzado e com a voz distorcida, teoricamente enviado via satélite de sua incógnita casa em algum lugar do Reino Unido.

Com ou sem grande surpresa de última hora, Banksy deu brio ao Festival de Berlim neste domingo com um filme que o diretor do Festival, Dieter Kosslick, queria incluir na competição, mas não pôde fazê-lo porque já tinha sido apresentado no Festival Sundance.

"Exit through the Gift Shop" vai muito além do que a obra de um principiante ou da arte espontânea: é um filme que ganha o espectador do primeiro ao último minuto, fundamentado não no conhecido Banksy, mas em um artista com nome e sobrenome: Thierrey Guetta, um amante do vídeo.

Guetta, um francês que vive nos Estados Unidos, é o eleito por Banksy para fazer o que ninguém esteve até agora autorizado a fazer: seguir-lhe em suas ações, câmera de vídeo na mão e filmá-lo enquanto atua, obviamente sem revelar sua identidade.

Não foi ele quem chegou ao personagem, mas vice-versa: Guetta chegou a ele. De sua obsessão inicial por gravar vídeos, nem sempre com o consentimento de quem era filmado, Guetta passou a filmar artistas de rua.

Ao encontrar Banksy, Guetta começa a filmar algumas de suas genialidades: do simples grafite às altamente politizadas pinturas no muro da Cisjordânia ou o grafite de protesto na Disneylândia sobre a situação dos presos de Guantánamo.

Trepidante e ágil como o grafiteiro que burla o assédio policial, de traço rápido como os rabiscos de Banksy, a aura do filme é o impulso de pegar um spray e pintar uma parede branca.

Pode-se ou não acreditar 100% na veracidade das ações de Guetta.

Mas Banksy permanece sem revelar sua identidade. EFE gc/sa

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