Banco Mundial aponta ineficiência em hospitais no Brasil

Os hospitais brasileiros, em geral, produzem muito pouco para o que ganham, estão ociosos e comportam-se como ilhas, isolados das demais unidades do sistema de saúde. Sobre o que mais interessa aos pacientes, pouco se sabe.

Agência Estado |

Não há avaliações sobre a qualidade do atendimento. O quadro é a visão do Banco Mundial sobre o setor, que reúne 7.400 unidades públicas e privadas no País e está descrito no livro Desempenho Hospitalar no Brasil, lançado ontem durante a Hospitalar 2008, feira internacional da área que ocorre em São Paulo.

Os autores defenderam modelos de gerenciamento que garantam autonomia aos hospitais, utilizando como exemplo de eficiência os hospitais do governo do Estado de São Paulo terceirizados para organizações sociais. “O hospital típico brasileiro é pequeno e pouco eficiente”, afirmou o economista Bernard Couttolenc, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e autor do levantamento, ao lado de Gerard La Forgia, especialista-chefe em saúde do banco.

O Banco Mundial é um organismo internacional de financiamento. O trabalho apresentado ontem começou em 2003 e foi realizado em parceria com o governo federal e entidades do setor de saúde. O banco cruzou dados antigos, como pesquisas do Ministério da Saúde, e financiou 11 estudos. O diretor do Departamento de Atenção Especializada do ministério, Alberto Beltrame, destacou que o fato de 60% dos hospitais serem de pequeno porte ajuda a explicar os resultados ruins. A pasta quer transformá-los em unidades de apoio e nos hospitais maiores investe em contratos com metas qualitativas. “O estudo joga luz sobre um setor pouco conhecido.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG