Banco do Brasil vai investir R$ 41 mi em cultura em 2009

SÃO PAULO ¿ Ao que tudo indica, o setor cultural terá fôlego para enfrentar, este ano, os efeitos da crise financeira global. Além da manutenção do calendário internacional de shows, que abriu com Elton John, no último sábado, e ainda recebe Orishas, Alanis Morissette, Radiohead, Iron Maiden, entre outros, o Banco do Brasil anunciou hoje que o investimento total em 2009 para a programação do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília -, mais o projeto itinerante que envolve 18 cidades brasileiras, será de R$ 41 milhões.

Agência Estado |

"Estamos muito felizes", afirmou o gerente de comunicação, Lourivaldo Paula de Lima Junior, durante coletiva.

Mesmo diante de um cenário imprevisível no mercado, o BB, que comemora 20 anos de CCBB, aportará este ano um volume de investimento 10% superior ao de 2008, que foi de R$ 37 milhões. A iniciativa revela que as recentes aquisições - da Nossa Caixa, em dezembro último, mais os 50% do Banco Votorantim, anunciado há duas semanas - poderão deixar o banco em uma situação ligeiramente confortável em meio à turbulência global.

Segundo o executivo de comunicação, a consolidação das aquisições deve fazer com que o volume de investimentos para 2010 se mantenha no patamar de 2009. "Ou até maior", destacou. Lima Junior admitiu, porém, que, com o advento da crise, a instituição teve de fazer uma nova análise de planejamento. Mas, frisou que não houve nenhuma redução no plano inicial. "Já partimos deste número (de cerca de R$ 41 milhões)."

É com este expressivo investimento que o CCBB receberá grandes atrações até o fim de 2009. Os R$ 41 milhões serão distribuídos entre os setores culturais: artes cênicas, artes plásticas, cinema e vídeo, ideia e música, além do projeto educativo. Grande parte dos destaques da programação está concentrada em teatro e exposições, áreas já conceituadas do CCBB.

Programação

Nas artes visuais, as exposições 'Vanguardas Russas' e 'Yves Saint Laurent -Voyages Extraodinaires' devem atrair grande público, além da mostra dos brasileiros OsGemeos. Quem abre a programação teatral, em São Paulo, em fevereiro, é a atriz Debora Duboc, com a peça 'Um dia (quase) igual aos outros', que segue com 'Shirley Valentine' (abril), com Betty Faria, e 'Simplesmente eu', monólogo de Beth Goulart sobre a escritora Clarice Lispector, previsto para o segundo semestre, entre outras.

A programação é extensa e envolve o Ano da França no Brasil, além de shows, concertos, mais de 40 mostras de cinema e muitas palestras. A atriz Beth Goulart, que esteve na coletiva de hoje, aproveitou para alertar o governo de que está na hora de se pensar em outras alternativas de incentivo à cultura, já que as empresas podem retrair os investimentos fiscais por meio da Lei Rouanet. "Esperamos não sofrer com retração. Mas é preciso que o governo pense em políticas culturais", declarou.

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