Bala que matou adolescente em Heliópolis é de Guarda Civil Metropolitana, aponta laudo

SÃO PAULO - O tiro que matou a estudante Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, partiu do revólver calibre 38 do guarda civil municipal Vicente Pereira Passos, de São Caetano, segundo laudo conclusivo emitido pelo Instituto de Criminalística. As informações são do Instituto de Criminalística.

Redação |

O exame foi feito por meio do confronto entre o projétil extraído do corpo da vítima com o revólver apreendido.

Ana Cristina foi morta, no dia 31 de agosto, com um tiro na nuca, na favela de Heliópolis, localizada na zona sul de São Paulo, durante perseguição da polícia a dois suspeitos de roubar um carro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento e morreu no Pronto-Socorro de Heliópolis.

O delegado Gilmar Contrera, titular do 95º DP, que investiga o caso, deve agora indiciar Passos por homicídio culposo (sem intenção de matar). Os três guardas envolvidos na perseguição estão afastados da GCM de São Caetano desde o episódio. A assessoria da corporação disse que eles serão punidos e afirmou que o tipo de pena a que serão submetidos será informado ainda nesta quinta-feira.

Guarda civil disparou tiro em jovem

Onda de protestos

A morte da estudante procovou uma onda de violentos protestos em Heliópolis que resultou em ônibus queimados, viaturas da Polícia Militar destruídas, duas pessoas feridas e 21 suspeitos presos.

Aos gritos de "assassinos", os manifestantes jogaram pedras contra os policiais civis e militares que estavam no local. Segundo a Polícia Militar, a onda de vandalismo teria sido provocada por traficantes, em troca de cestas básicas.

Veja imagens do protesto

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