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Bairro de Contagem-MG vive 5º dia de toque de recolher

Um toque de recolher imposto por traficantes na área norte de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, completou hoje cinco dias, apesar do forte aparato policial deslocado para a região. A ordem para que o comércio, um posto de saúde e três escolas fechassem as portas foi dada em represália à morte de Wanderson Souza, de 22 anos, e Marvel Soares, de 26, na madrugada do último sábado.

Agência Estado |

A reação de uma das facções criminosas que atuam na região ocorreu por supostamente os jovens terem sido mortos numa ação policial, o que não foi confirmado oficialmente.

O toque de recolher era mais visível nos bairros Estrela Dalva, São Mateus e Tijuco, onde moram cerca de 60 mil pessoas. Mas até o fim da tarde os moradores continuavam sem serviços públicos e acesso aos estabelecimentos comerciais. A Secretaria Municipal de Educação estima que pelo menos mil alunos estão ficaram prejudicados, sem poder assistir aulas.

Nos últimos dias, os ônibus só circularam até as 18h, período em que o policiamento permanecia reforçado na região. No sábado, um coletivo foi queimado, numa ação atribuída aos traficantes. Ninguém se feriu. Moradores disseram que as ordens chegam por telefone e que os criminosos proibiram a abertura do comércio até a próxima segunda-feira. Um jovem suspeito de participar do incêndio ao coletivo foi preso no fim da tarde de ontem.

Apelo

Apesar do medo dos moradores diante das ameaças, os comandantes das polícias concederam entrevistas pedindo que a população não se submeta às ordens dos traficantes. "A inteligência da PM e da Polícia Civil estão trabalhando integradamente. A população tem que confiar no Estado. Não serão marginais que cumprirão o papel que a polícia presta em um País democrático", disse o comandante-geral da PM, coronel Renato Vieira.

O chefe da Polícia Civil, Marco Antônio Monteiro, também fez um apelo: "Todos nós da sociedade não podemos legitimar as ações criminosas. É um grande perigo. Temos sensibilidade ao medo, mas não podemos nos intimidar".

Após um encontro com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, em Brasília, o governador de Minas classificou a situação como "algo intolerável". "Temos hoje um grande mal nacional, que é a questão das drogas, lamentavelmente".

Protesto

Familiares dos jovens assassinados fizeram um protesto numa praça do bairro Estrela Dalva, transformada em uma espécie de base da PM. Eles exibiram cartazes pedindo Justiça e a elucidação do caso. Segundo a Secretaria de Defesa Social (Seds), apenas um dos jovens assassinados tinha passagem pela polícia.

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