Bairro da zona oeste do Rio registra um entre 20 casos de dengue no Estado

RIO DE JANEIRO - Um único bairro carioca concentra mais de 5% dos casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro. Curicica, na zona oeste da cidade, que tem cerca de 25 mil moradores (segundo o Censo de 2000), foi a região que mais registrou casos da doença na capital: 2.970, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Agência Brasil |


De acordo com o presidente da Associação de Moradores de Curicica, Luiz Medeiros, o grande culpado pela proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, foi o crescimento desordenado do bairro.

Somos um bairro que cresceu muito rápido. É uma área industrial, de grandes invasões de terra, em que foram construídas moradias de uma forma totalmente desordenada. E, infelizmente, o Poder Público não olhou para isso. E hoje a coisa está cada vez ficando pior, disse.

A afirmação foi feita neste sábado durante o programa de debates "Alô Deise", da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, para o qual foram convidados representantes da Secretaria Municipal de Saúde, que recusaram o convite e mandaram apenas uma nota informando como está sendo feito o atendimento aos pacientes com dengue.

Segundo Medeiros, o sistema de esgotamento sanitário e de águas pluviais em Curicica não foi completamente terminado. Com isso, alguns bueiros não estão ligados com o sistema de drenagem e isso permite a formação de poças dágua nesses locais.

Também participou do debate Marcos La Grotta, coordenador de Vigilância em Saúde de Mesquita, município da Baixada Fluminense que registrou um número relativamente baixo de casos da doença (376 ou 0,6% do total do estado).

La Grotta destacou que, ao contrário de Curicica, Mesquita se preocupou com a eliminação do vetor por meio de planejamento urbano. A dengue tem uma relação muito grande com a questão do saneamento. Não adianta só focar o combate ao mosquito apenas na questão educativa. A população, muitas vezes, não tem recurso para melhorar seus reservatórios e têm que fazer uso de barris. E os governos têm que ter uma intervenção específica para isso, afirmou.

Segundo os últimos dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 2 de abril haviam sido registrados no estado 57.010 casos de dengue, dos quais 65% na capital. O total de mortos chega a 67.

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