SÃO PAULO - Além dos transtornos provocados pelas ruas alagadas há duas semanas, os moradores da região do Jardim Romano e de bairros vizinhos na zona leste de São Paulo começam a sofrer com as doenças transmitidas pela água, como leptospirose e diarreias.

A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou pelo menos nove casos suspeitos de leptospirose, transmitida pela urina de ratos.

A doença pode ser fatal, caso não seja adequadamente tratada. As sete unidades de saúde da região registram ainda grande demanda de pacientes com diarreia, dor de cabeça, febre e vômitos.

O perigo de infecção por doenças transmitidas pela água contaminada "é imediato", de acordo com o infectologista Artur Timerman, do Albert Einstein. "Essa população precisaria de antibióticos para evitar a leptospirose. O correto seria tomar vacina também contra hepatite e febre tifoide".

Todos os casos suspeitos de leptospirose são de moradores com dor no corpo, febre alta e mal-estar. As primeiras suspeitas provocaram uma corrida em busca de atendimento e, por isso, a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) registrou grande movimento.

Um segurança da AMA e duas atendentes confirmaram que houve um aumento no movimento. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde informou que houve somente 158 atendimentos até as 17 horas de ontem, ante uma média diária de 180.

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