O Conselho Estadual de Cultura da Bahia, órgão da Secretaria de Cultura, anunciou hoje parecer favorável ao tombamento da Casa do Rio Vermelho, a residência do casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai durante quatro décadas. O pedido havia sido feito pela própria Zélia - que tinha a intenção de transformar o espaço em um memorial aberto à visitação pública -, em 2005.

No ano seguinte, o próprio conselho negou o tombamento, alegando que o memorial causaria alterações na arquitetura da casa.

No início deste ano, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) recorreu da decisão, alegando que a casa não deveria ser tombada por suas características arquitetônicas, mas por sua importância histórica e cultural. "O fundamental é preservar a ambiência da casa onde Jorge Amado e Zélia Gattai conviveram durante tantos anos e deram vida a obras de grande importância para a literatura brasileira", afirmou o conselheiro Washington Queiroz, membro da Câmara de Patrimônio do Estado. Agora, o processo aguarda a assinatura do governador da Bahia, Jaques Wagner, no Decreto de Tombamento e a publicação da decisão no Diário Oficial.

De acordo com o parecer, o tombamento da casa não está vinculado à criação do Memorial Casa de Jorge Amado - que poderá ser feita sob orientação do Ipac - e restringe alterações em alguns ambientes do imóvel, como a biblioteca, que dever ser preservada integralmente. Além disso, a resolução sugere que o projeto do memorial separe, fisicamente, o uso cultural do uso comercial do imóvel, para garantir a preservação da casa e seu jardim.

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