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Bactérias mais resistentes

Bactérias mais resistentes Por Tânia Mara Varejão Strabelli (*) São Paulo, 24 (AE) - A medicina tem feito grandes avanços no diagnóstico e no tratamento das doenças, além de muitas descobertas para sua prevenção. Entretanto, quando se trata de infecções hospitalares, a prevenção deve ocupar o primeiro lugar, já que não se tem notado muitos progressos no desenvolvimento de novos antibióticos; além disso, as bactérias aprenderam rapidamente a se tornarem resistentes aos antibióticos disponíveis.

Agência Estado |

Relembramos que a infecção hospitalar é a que se manifesta após 48 horas de internação do paciente e que não estava em período de incubação. Setenta por cento dessas infecções são causadas por microrganismos (bactérias, vírus, fungos, parasitas) do próprio paciente, habitando as vias aéreas superiores, o trato digestivo, o trato genital e a pele, por exemplo.

Quando as defesas do nosso organismo são diminuídas por doenças, pelo uso de antibióticos ou por procedimentos necessários realizados no hospital (cirurgias, passagem de sonda vesical ou punção de vasos), pode ocorrer uma infecção classificada como hospitalar.

A higienização das mãos pelos profissionais da saúde, utilizando água e sabão ou álcool gel antes e após entrar em contato com o paciente, é a principal medida para diminuir a incidência de infecção. Também é importante cuidar da limpeza de todos os ambientes, da qualidade do ar, da esterilização dos instrumentos, da qualidade dos materiais e do rigor técnico e asséptico durante a realização dos procedimentos invasivos, como passagem de sondas e cateteres.

Mesmo quando todas as medidas são cumpridas, pacientes em estado grave, submetidos a cirurgias complexas e com doenças crônicas podem evoluir com infecção durante a internação hospitalar.

Na hora do tratamento, a escolha do antibiótico deve ser criteriosa, baseada no perfil de sensibilidade dos microrganismos daquele hospital. O uso racional de antibióticos, tanto nos hospitais quanto nos consultórios, é extremamente importante para evitar o aparecimento das bactérias multi-resistentes, que são de difícil tratamento.

Apesar das pesquisas, não há previsão de novas drogas antimicrobianas inovadoras. Ao contrário, o uso de medicamentos similares, muito mais baratos e vendidos sem receita médica, pode estar contribuindo para o crescimento da resistência das bactérias. O controle da infecção hospitalar é responsabilidade de todos. Portanto, ninguém deve utilizar antibióticos sem prescrição médica.

(*) Dra. Tânia Mara Varejão Strabelli é médica infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Paula, em São Paulo.

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