Termina greve de professores de universidades estaduais na Bahia

Docentes de três das quatro unidades paralisadas já decidiram retornar às salas de aula

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Nós cedemos porque queríamos a revogação do decreto de contingenciamento, o governo cedeu no prazo de congelamento e chegamos a um acordo importante”, afirmou Valter Silva, presidente do sindicato dos professores da Uesc

Após mais de dois meses de greve, professores das quatro universidades estaduais da Bahia chegaram nesta quarta-feira (15) a um acordo com o governo do Estado que deve pôr fim à paralisação nas unidades.

O movimento deixou 60 mil alunos sem aula e causou desgaste político à gestão Jaques Wagner (PT). Os professores discordavam da proposta do governo de conceder aumento e congelar negociações salariais até 2014. Também criticavam um decreto do governo que conteve despesas na administração estadual.

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Pelo acordo, o período de congelamento de ganhos reais aos salários dos professores caiu de quatro para dois anos. O governo também se comprometeu a discutir com a categoria os impactos do contingenciamento de despesas sobre o setor da educação superior.

A paralisação

A greve foi conturbada. O governo Wagner cortou o ponto dos professores parados , que recorreram à Justiça para reaver os salários. Houve uma série de manifestações e professores chegaram a acampar na Assembleia Legislativa do Estado como forma de protesto.

“Nós cedemos porque queríamos a revogação do decreto de contingenciamento, o governo cedeu no prazo de congelamento e chegamos a um acordo importante”, afirmou Valter Silva, presidente do sindicato dos professores da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz).

A greve já foi encerrada na Uesc e na Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana). A saída da Uneb (Universidade Estadual da Bahia) deverá ser ratificada em assembléia dos docentes nesta quinta-feira (16).

Os únicos a permanecerem em greve são os professores da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), que se reunirão na sexta-feira (17) para avaliar o cumprimento, pela reitoria, de uma pauta interna de reivindicações, que inclui a conclusão de obras na unidade.

A Uesc estava parada desde 8 de abril. Professores da Uefs e da Uesb aderiram ao movimento em 11 de abril, e os da Uneb, no dia 26 daquele mês.

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