Taxista morre na Bahia após injeção de anabolizante para cavalos

Suspeito de aplicar a injeção é investigado por homicídio e exercício ilegal da medicina

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Um taxista de 65 anos morreu na noite de quinta-feira (17) em Salvador após supostamente tomar uma injeção de anabolizante para cavalos. Um homem de 40 anos, que se diz auxiliar de enfermagem, foi preso sob suspeita de ter aplicado a medicação.

Segundo o delegado Miguel Cicerelli, da 2ª Delegacia de Salvador, policiais foram acionados por volta das 18h30 de quinta-feira (17) por funcionários do Hospital Ernesto Simões, onde o taxista José Lídio dos Santos chegou com fortes dores no corpo. Ele morreu pouco depois.

Ao chegar ao hospital, policiais conseguiram prender Antônio Carlos Souza Macedo, amigo do taxista. Familiares da vítima disseram à policia que o suspeito aplicou a injeção de medicamento de uso veterinário na casa de Santos.

A causa da morte não foi divulgada e está sendo investigada, mas o hospital apontou a suspeita de reação à medicação. “Vamos ouvir familiares da vítima que possam ter presenciado a aplicação da medicação. O suspeito nega”, disse o delegado Cicerelli.

Esteróides anabolizantes são drogas produzidas para substituir o hormônio masculino testosterona. Ajudam no crescimento dos músculos e no desenvolvimento de características sexuais masculinas. No caso de esteróides de uso veterinário, os efeitos colaterais são maiores porque as substâncias são feitas para aplicação em animais de maior porte.

A polícia abriu inquérito para apurar a eventual ocorrência de homicídio culposo (sem intenção), pena prevista de um ano e três anos de prisão, e de exercício ilegal da medicina, que pode dar até dois anos de cadeia. Segundo o delegado do caso, o suspeito relatou ter feito curso de auxiliar de enfermagem, mas sem obter certificação. “E mesmo que tivesse o curso, não poderia ter aplicado injeção, e muito menos de produto veterinário”.

O suspeito ainda estava preso na manhã desta sexta-feira (18), mas deveria ser liberado após ser ouvido formalmente pela polícia, pois sua eventual participação no crime ainda não está comprovada. O inquérito tem prazo de 30 dias para conclusão.

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