Schincariol é acusada de assédio moral na Bahia

Segundo Procuradoria, empresa incentivava ¿paródia imoral¿ em saudações de aniversário. Companhia diz repudiar prática

Thiago Guimarães, iG Bahia |

O Ministério Público do Trabalho na Bahia entrou com ação contra a Schincariol por suposta prática de assédio moral contra trabalhadores da empresa no Estado. Assédio moral é a ação exercida por chefe contra subordinado e que afeta a dignidade da pessoa.

Segundo a Procuradoria, relatos de funcionários apontam a existência de cenário de “violento assédio moral, humilhação e desrespeito” na empresa. De acordo com as denúncias, nas festas de aniversário, por exemplo, gerentes substituíam a saudação comum (é pique, é pique, é pique) por uma “paródia imoral”.

“Obrigando ainda que todos tocassem as partes íntimas dos trabalhadores, homens ou mulheres, que faziam aniversário”, afirmou o Ministério Público em nota.

Em nota, a Schincariol informou “repudiar a prática de assédio moral”, e que apura, para se defender “no tempo certo”, a “versão dos fatos” relatada pela Procuradoria. Disse ainda investir “por princípio” na formação de gestores e lideranças.

“A companhia ainda conta com uma cartilha específica que reúne informações e orientações em relação ao tema do assédio moral, disponível para todos os seus colaboradores. Também dispõe de um código de conduta, baseado na cultura e nos valores da organização, que contém as normas e os princípios éticos que norteiam a conduta profissional e devem ser seguidos por todos”, informou a Schin.

A empresa foi intimada a apresentar defesa na investigação do caso. Negou-se a assinar termo de compromisso para regularizar as supostas irregularidades, o que motivou a ação, que teve a primeira audiência agendada para 12 de abril.

Entre os pedidos da Procuradoria à Justiça estão a elaboração, pela Schincariol, de um “diagnóstico do meio ambiente psicossocial” na empresa, e ações como campanhas de conscientização e criação de canais internos de denúncia. Também requer a condenação da empresa ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo, valor a ser revertido ao FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador).

Walmart foi alvo de ação semelhante

Em fevereiro, a suposta prática de assédio moral contra funcionários motivou ação da Procuradoria do Trabalho contra o Walmart.

A empresa foi acusada de ridicularizar servidores no Estado, em práticas que incluíam ridicularização de trabalhadores por superiores diante de clientes e “comparações de cunho jocoso” entre o desempenho dos baianos e dos paulistas.

O Walmart pediu à Justiça a declaração de sigilo no processo, e a primeira audiência foi adiada para maio.

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