Salvador tem um único guincho para uma frota 524 mil carros

Capital da Bahia é a terceira maior cidade do País. Reboque recebeu apelido de “G-único” de servidores do órgão de trânsito

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Terceira maior cidade do País, com uma frota de 524 mil carros, Salvador conta hoje com apenas um guincho para rebocar veículos leves flagrados em situação irregular.

Ao todo são dois guinchos para toda a frota de 730 mil carros, um para veículos leves e outros para pesados, como ônibus e caminhões.

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Servidores da Transalvador (órgão municipal de trânsito) apelidaram o reboque leve de “G-único”, em referência à falta de estrutura para fiscalização. “Está bastante complicado”, disse Mércia Arruti, presidente de uma associação de servidores do órgão.

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A funcionária enumera outras limitações ao trabalho na cidade: fiscais de trânsito podem gastar apenas 12 litros de combustível por dia e há até cotas de talões de multa. “Muitas vezes ficamos sem atender áreas por falta de gasolina”, afirmou.

A fiscalização do trânsito em Salvador é alvo permanente de críticas. Queixas de taxistas, por exemplo, são freqüentes. Na quarta-feira (15) um site local destacava o fato de um servidor do órgão ter sido flagrado filmando o mar supostamente durante o expediente.

Uma comparação com cidade de porte semelhante, como Belo Horizonte, atesta os problemas na estrutura de fiscalização de trânsito em Salvador. Com frota de 1,3 milhão de veículos, sendo cerca de 900 mil carros, a capital mineira conta com dez reboques – cinco leves e cinco pesados.

A Transalvador reconhece as dificuldades, mas diz que a falta de guinchos já está sendo resolvida. Segundo o superintendente do órgão, Alberto Godilho, cinco novos reboques já foram contratados e deverão estar nas ruas nos próximos dias.

Godilho diz que a Transalvador possui uma dívida acumulada de R$ 22 milhões, e que a administração trabalha para não elevar o déficit, daí as medidas de contenção de gastos. A dívida acumulada de janeiro a abril de 2011 chega a R$ 1,8 milhão.

O superintendente também minimiza a necessidade de fiscalização presencial por agentes de trânsito – segundo Gordilho, a cidade conta com mil agentes, entre os setores de trânsito e transporte, que circulam em 140 carros alugados. “Hoje, com todo o sistema eletrônico de fiscalização, os agentes são necessários em ocorrências e pontualmente em alguns cruzamentos”, afirmou.

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