Porteiros roubavam dados de moradores para golpes em Salvador

Quadrilha atuava em condomínios de alto padrão; polícia recomenda cautela em contratações

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Funcionários de condomínios de alto padrão de Salvador foram presos nesta quinta-feira (1) sob suspeita de integrar quadrilha que usava dados dos moradores para praticar fraudes. Segundo a Polícia Civil da Bahia, os servidores – quatro porteiros e um motorista – obtinham informações pessoais dos condôminos para solicitar segunda via de cartões e abrir contas bancárias.

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O delegado Charles Leão, titular da Delegacia de Repressão ao Estelionato, estima que o golpe tenha gerado prejuízo superior a R$ 500 mil. A operação prendeu 11 pessoas - entre elas os funcionários dos condomínios - e cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. Um carteiro, cuja identidade é mantida em sigilo, é suspeito de integrar a suposta quadrilha.

Os condomínios que foram alvos dos golpes ficam em regiões como Armação, Horto Florestal e avenida Paralela, áreas nobres da capital baiana. Com fácil acesso a correspondências dos moradores, os porteiros e o motorista repassavam as informações para outros integrantes do grupo, segundo a polícia. Passando-se por titulares das contas, ligavam para centrais de atendimento e pediam serviços como segunda via de cartões, aumento de limite de crédito e extensão de crédito para supostos dependentes.

As instituições então encaminhavam os novos cartões, que eram retidos nas portarias e usados pelo grupo. “Tudo acontecia sem que o morador tivesse feito qualquer solicitação, nem conhecimento sobre a chegada de alguma correspondência em seu nome”, afirmou o delegado, em nota.A operação também apreendeu com os suspeitos uma pistola 9 mm e um carregador de 15 munições, três veículos, sete computadores, 15 celulares, 13 cartões de crédito e de débito e R$ 3.354 em dinheiro. Um dos suspeitos mantém oito carros registrados em seu nome – a polícia investiga se os veículos são provenientes de fraude.

A polícia baiana recomendou cautela aos administradores de condomínios na contratação de funcionários, na forma de checagem de referências e antecedentes criminais dos candidatos. O caso começou a ser investigado há um mês, após denúncia de um morador.

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