Pai-de-santo é preso pela Polícia Federal na Bahia

Jadson de Oxóssi é acusado de integrar quadrilha que praticava fraudes com cartões de crédito

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Um pai-de-santo foi preso pela Polícia Federal em Salvador nesta quarta-feira (20) sob acusação de integrar uma quadrilha especializada em fraudes com cartões de crédito.

Jadson de Santana Miranda, de 33 anos, conhecido como Jadson de Oxóssi, foi detido em um apart-hotel em Ondina, bairro nobre da capital baiana. Também houve busca e apreensão no terreiro em que atua, na Barra, outra região de classe média alta da cidade.

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A ação integra a operação Crédito Fácil, da Polícia Federal no Espírito Santo, que visa cumprir 18 mandados de prisão e oito de busca e apreensão na Bahia, São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais.

Segundo a PF, os acusados são responsáveis por prejuízo de R$ 3,7 milhões a administradoras de cartões de crédito. Agiam da seguinte maneira: se passavam por funcionários de administradoras de cartões de crédito ou de empresas de telefonia e ligavam para clientes para obter dados pessoais. Com os dados dos clientes, como CPF, data de nascimento e números dos cartões, acionavam centrais de atendimento das operadoras e pediam empréstimos, a serem depositados em contas abertas com documentos falsos.

As investigações sobre o grupo começaram em agosto de 2010, quando, segundo a PF, um grupo de estelionatários se mudou da Bahia para o Espírito Santo para continuar a aplicar golpes. O trabalho da PF foi facilitado por pistas deixadas pelo grupo, como uso de documentos de identidade com a mesma foto ou número.

A PF disse ter comprovado a atuação do grupo no Distrito Federal e em 20 Estados (Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Rondônia, Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Amazonas, Piauí, Goiás e Rio de Janeiro).

Os principais acusados, informou a PF, já têm passagens pela polícia pelos crimes de estelionato, falsificação e uso de documento falso. Jádson de Oxóssi também havia sido preso por estelionato em 2009 – a reportagem não conseguiu contato com o acusado.

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