Obra da Fonte Nova para a Copa está 15% concluída

Construção já consumiu R$ 80 milhões, 13,5% do total previsto. Capital baiana quer sediar abertura da Copa 2014

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Thiago Guimarães, iG Bahia
Nova Fonte Nora sendo construída em Salvador
As obras de construção da arena Fonte Nova, em Salvador, estádio que sediará jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014, estão 15% concluídas, informou nesta sexta-feira o consórcio responsável pelo empreendimento. Embora a obra do estádio esteja dentro do cronograma, que prevê conclusão em dezembro de 2012, a cidade de Salvador, que pleiteia a abertura do torneio, ainda caminha a passos lentos em relação a outros projetos necessários para o torneio, como obras de mobilidade urbana, reforma do aeroporto e do terminal marítimo.

O canteiro de obras da Fonte Nova, estádio que foi implodido para construção da nova arena, recebeu a visita nesta sexta-feira do ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), e do governador da Bahia, Jacques Wagner (PT).

“O estádio de Salvador está na linha de frente entre todos os estádios da Copa”, afirmou o ministro do Esporte. Silva ressaltou, contudo, ser natural que a Fonte Nova esteja em estágio avançado, em razão da complexidade da obra, realizada em terreno desnivelado.

Do total de R$ 591,7 milhões previstos para a construção, R$ 80 milhões (13,5% do total) já foram gastos, segundo a concessionária Fonte Nova Negócios e Participações, das empreiteiras OAS e Odebrecht. O financiamento, com recursos do BNDES e do Banco do Nordeste, foi fechado no mês passado.

Wagner contestou levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado nesta semana e que apontou a obra da Fonte Nova como a que teve maior reajuste entre todos os estádios da Copa, de R$ 591,7 milhões para R$ 1,605 bilhão.

Thiago Guimarães
Canteiro de obras do estádio baiano para a Copa do Mundo
“É questão de interpretação [do TCU]. Vou provar que, trazida ao valor presente, essa obra, perdoe a imodéstia, é um dos formatos mais inteligentes. O que está inserido no custo é o pagamento de gestão do estádio”, afirmou o governador. Wagner defendeu o modelo de PPP (Parceria Público-Privada) usado na licitação, que prevê, além da construção, a gestão do estádio pela concessionária por 35 anos.

Após a implosão do antigo estádio, em agosto de 2010, a obra está em fase final de terraplanagem e no início da instalação de fundações. O projeto prevê 50 mil assentos cobertos, 70 camarotes, 2.000 vagas de estacionamento, centro comercial e salas de convenções.

“Construir é só a primeira parte. Atrair eventos para cá é o mais importante”, disse o governador. Segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) da Bahia, a sustentabilidade financeira da obra depende da realização anual de 58 jogos com grandes torcidas e de quatro grandes eventos.

Wagner aproveitou para defender a candidatura de Salvador para abertura da Copa, campanha lançada oficialmente no Estado na semana passada, por órgãos ligados ao setor turístico. Repetiu o argumento básico da campanha ao dizer que uma cidade que recebe até 500 mil visitantes durante o Carnaval não terá problemas em receber os 60 mil turistas estimados para a Copa. Também lançou mão do discurso do “equilíbrio” nacional.

“Se o encerramento vai ser no Sul/Sudeste, nada mais equilibrado que a abertura seja no Norte/Nordeste”, afirmou o governador.

Para sediar a abertura, contudo, a capacidade de público da Fonte Nova terá que ser ampliada para 65 mil assentos, número exigido pela Fifa. O governo baiano diz que a exigência é viável, e que uma empresa suíça já realizou estudos para construção de módulos para atender ao requisito.

Outros projetos não saíram do papel

Se a obra da Fonte Nova avança, outros projetos fundamentais para a Copa em Salvador caminham a passos lentos. A reforma e ampliação do aeroporto está em fase de análise de propostas de empresas interessadas. A reforma do porto da cidade, que hoje recebe turistas de cruzeiros sem estrutura adequada, ainda não está definida – o governo da Bahia defende uma intervenção mais ampla do que a prevista. Já as obras de corredores exclusivos para ônibus na cidade também não começaram.

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