Número de homicídios reduz pouco na Bahia com greve mais fraca

Desde o início da paralisação de policiais militares, ocorreram 164 assassinatos na região metropolitana de Salvador

AE | 11/02/2012 13:01 - Atualizada às 16:15

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O enfraquecimento da greve parcial da Polícia Militar na Bahia não resultou em diminuição significativa do índice de homicídios registrados na região metropolitana de Salvador. Apenas na sexta-feira, foram registrados 12, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, oito deles na capital.

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Com os homicídios registrados até sexta chega a 164 o número de assassinatos na região metropolitana, 101 na capital, desde o início da greve, na noite de 31 de janeiro. A média de 14,9 homicídios por dia é mais que o dobro da registrada nas semanas anteriores ao início da paralisação, de 6,7.

O momento mais violento foi entre os dias 3 e 6, quando houve 92 assassinatos na região metropolitana, média de 24 por dia. Apenas na sexta-feira, dia 3, houve 31 homicídios. Segundo a assessoria da Secretaria de Segurança Pública, o índice foi o maior já registrado, em apenas um dia, na região metropolitana.

Assembleias
Na tarde de sexta, uma assembleia manteve a paralisação dos policiais baianos, mas, no mesmo dia, o comandante da PM do Estado, coronel Alfredo Castro, disse que cortará o ponto dos policiais que prosseguirem a greve – ou seja, o comando deixará de entender as faltas como adesão ao movimento grevista. Segundo ele, 85% dos policiais da região metropolitana de Salvador já voltaram ao trabalho.

A Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra) promove uma nova assembleia neste sábado, a partir das 16h, para tratar dos temas ainda pendentes de negociação. As lideranças do grupo acreditam que a greve deverá ser encerrada.

A associação adianta, no entanto, que não basta as lideranças sindicais desejarem o fim da paralisação, pois essa decisão só será tomada pela categoria como um todo. Um dos pontos cruciais para o fim do movimento é a anistia administrativa dos policiais e bombeiros, mas não a criminal, porque aqueles que cometeram delitos devem responder na Justiça Comum.

A Aspra é a única entidade que defende a manutenção da greve e atualmente está sem líder. Seu presidente, o ex-policial Marco Prisco, foi preso na quinta-feira (9) acusado de ter combinado ações de vandalismo em Salvador. Desde então, ninguém assumiu a liderança do movimento e os outros representantes da Aspra preferem não ser identificados com medo de serem presos.

A greve da PM da Bahia perdeu força na última quarta-feira (8) depois da divulgação de gravações mostrando líderes sindicais negociando atos de vandalismo.

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