'Nós vamos botar o bloco na rua', dizem empresários do carnaval baiano

Boatos e cancelamentos de shows ameaçam a festa em Salvador; produtores garantem que estrutura do carnaval estará montada

Cintia Kelly, especial para o iG, em Salvador |

Produtores e empresários ligados ao carnaval da Bahia disseram nesta quarta-feira (8) que a festa popular está garantida.

Durante toda a semana circularam boatos de que o carnaval de Salvador não aconteceria por conta da greve da Polícia Militar, que nesta quarta-feira completa hoje nove dias. V ários shows foram adiados . O Cerveja e Cia Folia, com Ivete Sangalo, que ocorreria na Praia do Forte, foi cancelado definitivamente.

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Com o lema “Nós vamos botar o bloco na rua”, os organizadores do carnaval asseguraram que o carnaval de Salvador – considerado um dos maiores do mundo – está mantido.

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Fernando Bulhosa, presidente do Conselho Municipal do Carnaval e da Assoiação dos Blocos de Trio, criticou a veiculação, por parte da mídia, do canto entoado pelos policiais militares grevistas "Ô, ô, o carnaval acabou" . Ele classificou os grevistas como “anarquistas” e “baderneiros”.

"Queremos reafirmar que todos os segmentos unidos garantem que vão às ruas realizar o carnaval. Esta é uma decisão unânime e nós entendemos que o governo está mantendo relação com a polícia para resolver a situação", diz Bulhosa.

AE
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O empresário Joaquim Nery, dono da Central do Carnaval, foi enfático ao falar sobre os rumos da greve e a possibilidade de não ter um fim até o carnaval.

“Não trabalhamos com hipóteses. De que forma o governo vai fazer isso cabe a eles resolverem. Como o governo vai fazer vocês devem perguntar ao governo”.

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Ele se comprometeu dar estrutura para os foliões dos blocos e camarotes. Os empresários falam que houve uma redução na venda de abadás, mas não revelaram o porcentual e o prejuízo até o momento.

Mesmo sem querer falar com a imprensa, o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, afirmou que “estou aqui para reforçar a ideia de continuidade de planejamento do carnaval, mas não discutimos nada operacional".

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