Empresa de Salvador cobrava antecipadamente por bufês, mas não prestava serviço. Formandos tiveram festa cancelada na véspera

Apontado como responsável por golpe, Antônio Carlos Assis Costa, 37 anos, é apresentado pela polícia nesta sexta (2) em Salvador
Divulgação
Apontado como responsável por golpe, Antônio Carlos Assis Costa, 37 anos, é apresentado pela polícia nesta sexta (2) em Salvador
Dezenas de noivos, formandos e aniversariantes de Salvador foram vítimas de golpes praticados por sócios de uma empresa de cerimonial que cobrava adiantado e não oferecia as festas.

Os responsáveis pela empresa Cerimonial Antonius Serviços de Buffet, foragidos desde maio, foram presos nesta quinta-feira (1) em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), onde estavam escondidos em um imóvel alugado.

Vítimas começaram a denunciar os golpes a partir do verão deste ano. A empresa exigia pagamento antecipado - metade ou integral - e não prestava o serviço, em alguns casos. Segundo a Polícia Civil, que abriu cinco inquéritos para apurar as queixas, o esquema pode ter rendido até R$ 200 mil aos estelionatários.

Entre as pessoas lesadas estão, por exemplo, 16 estudantes de engenharia elétrica da Unifacs (Universidade Salvador), que só descobriram na véspera que a festa de formatura havia sido cancelada por falta de pagamento, pelo cerimonial, ao espaço que abrigaria o evento. A festa custara R$ 4.200 por estudante.

Houve ainda o caso de uma noiva que, ao descobrir o golpe na última hora, teve que recorrer à ajuda de outros bufês para conseguir organizar a festa. A empresa, registrada em nome da mãe e de uma cunhada de Costa, cobrava, em média, de R$ 10 mil a R$ 12 mil pelas festas de casamento.

Em março, após denúncias de irregularidades crescerem, testemunhas acompanharam quando os sócios Antônio Carlos Assis Costa, 37 anos, e José Dirceu Alves dos Santos, 33 anos, retiraram móveis, documentos e dinheiro da sede da empresa, em Salvador.

Transferido para a capital baiana, Costa foi apresentado pela Polícia Civil baiana nesta sexta-feira (2). A polícia busca agora saber o destino do dinheiro roubado das vítimas. O sócio Santos estaria com problemas de saúde, o que será verificado, e permanecerá por enquanto sob custódia em São Paulo. Ambos foram indiciados por suspeita de estelionato, crime que prevê até cinco anos de prisão.

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