Marcha da Liberdade reúne cem participantes em Salvador

Ato teve defesa da legalização da maconha, críticas ao prefeito e à construção de usinas de energia

Thiago Guimarães, iG Bahia |

nullA chamada Marcha da Liberdade reuniu cerca de cem pessoas na tarde deste sábado (18) em Salvador. Acompanhados de perto por cerca de dez policiais militares, os manifestantes percorreram três quilômetros, da praça do Campo Grande até o Farol da Barra.

Composta principalmente por jovens na faixa dos 20 aos 25 anos, a marcha na capital baiana reuniu ativistas de diversas causas, de defensores da legalização da maconha a opositores à construção da usina de Belo Monte, no Pará, e críticos da administração do prefeito João Henrique (PP).

Panfletos distribuídos durante a marcha destacavam problemas da cidade, como o suposto predomínio do “capital imobiliário” no planejamento urbano e as dificuldades crônicas no trânsito.

Foram os slogans pró-legalização da maconha, contudo, os que mais animaram os participantes. “Contra repressão, informação para legalização” e “Sou maconheiro, com muito orgulho, com muito amor” eram alguns dos refrães entoados.

Portando um cartaz com a inscrição “Fora JH (João Henrique)”, a administradora de empresas Luciana Abreu, 33 anos, criticava a ênfase no tema da legalização. “Viemos com um monte de faixas, mas 70% dos gritos são para falar de maconha. A questão mais importante neste momento é o caos em que a cidade está. E quem garante que a legalização da maconha vai resolver o problema da violência?”, questionava.

Cerca de dez policiais militares, em dois carros, acompanharam a passeata. Um dos PMs filmava o ato em um celular. Abordado, não quis explicar o motivo da gravação. Não houve incidentes durante a manifestação.

A chamada Marcha pela Liberdade surgiu como conseqüência da proibição da Marcha da Maconha, que defendia a legalização da droga e foi proibida pela Justiça local nos últimos anos em vários municípios, como Salvador.

As manifestações deste sábado, que ocorreram em mais de 40 cidades pelo País, foram as primeiras após o STF (Supremo Tribunal Federal) vetar, na última quarta-feira (15), a proibição de manifestações públicas em defesa da legalização ou descriminalização de drogas.

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