Justiça suspende greve de policiais e bombeiros na Bahia

A liminar prevê o cumprimento imediato da decisão, sob pena de multa de R$ 80 mil para a associação por dia de paralisação

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O juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública da Bahia, Ruy Eduardo Almeida Brito, acolheu requerimento do Estado e determinou que os integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspendam a paralisação iniciada na terça-feira. A liminar prevê o cumprimento imediato da decisão, sob pena de multa de R$ 80 mil para a associação por dia de paralisação.

Os cerca de 2 mil filiados à Aspra, uma das nove associações que representam os 32 mil PMs e bombeiros da ativa na Bahia, decidiram paralisar as atividades para cobrar do governo a incorporação de gratificações aos salários, além de regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente.

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O presidente da associação, Marco Prisco, diz que a determinação judicial não prejudicará o movimento grevista e que o departamento jurídico da entidade foi acionado "para tomar as providências necessárias".

Desde o início do movimento, cerca de 100 integrantes da Aspra estão acampados na entrada da Assembleia Legislativa. Na noite de ontem, os policiais grevistas também promoveram uma manifestação no acesso principal ao Centro Administrativo da Bahia, onde ficam a governadoria e a sede das secretarias de Estado.

As outras associações de classe ainda não aderiram ao movimento grevista e o comando-geral da PM diz não reconhecer a Aspra como entidade de classe. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, não foi identificado prejuízo para o policiamento ostensivo no Estado.

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