Justiça declara ilegal greve de funcionários de ambulância

De acordo com a liminar, paralisação em Salvador coloca em risco a saúde pública

Thiago Guimarães, iG Bahia |

A Justiça acatou pedido da Prefeitura de Salvador e declarou ilegal a greve dos funcionários do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) na capital baiana, que cruzaram os braços nesta quarta-feira (23).

Thiago Guimarães/iG
Ambulância do SAMU na Bahia: paralisação atinge os 800 funcionários do serviço
De acordo com a liminar (decisão provisória), há risco à saúde pública com a paralisação, e os profissionais deverão pagar multa de R$ 5.000 caso não voltem imediatamente ao trabalho.

Os 800 servidores do Samu no município, entre médicos, socorristas e pessoal de apoio, querem melhoras nas condições de trabalho, com fim de contratos terceirizados, reajuste salarial e manutenção da frota de ambulâncias.

Uma assembléia da categoria estava marcada na noite desta quinta (24) para discutir a última proposta da prefeitura, que prevê reajustes de 10% a 13% para os funcionários do serviço.

Na central do Samu em Salvador, a reportagem do iG flagrou nesta quarta (23) 15 ambulâncias abandonadas em um pátio com mato, lixo e fezes. Um morador de rua dormia entre as ambulâncias e outro fazia suas necessidades no local. Em valores atuais, cada unidade custou R$ 135 mil aos cofres públicos.

Das 71 ambulâncias da Grande Salvador, apenas 33 (46% do total) estão em operação, segundo o sindicato da categoria. O restante está em conserto ou sem condições de rodar.

Com a paralisação, o serviço está sendo mantido a 30% da capacidade – em dias normais, o Samu atende até 3.000 chamadas e faz 350 atendimentos, na capital e em outras sete cidades. O governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador também estão direcionando chamadas para o 193 do Corpo de Bombeiros, que recebeu reforço de cinco ambulâncias.

Um funcionário da chefia do Samu chegou a dizer que o serviço estava sendo mantido em 30% mediante um “esforço brutal”. Na quarta-feira (23), um homem de 49 anos sofreu um infarto em um posto do INSS em Salvador e morreu antes da chegada da ambulância do Corpo de Bombeiros.

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