Identificação de vítimas de acidente no Recife deve levar 15 dias

Análise de material genético está sendo feita pela polícia técnica em Salvador

Thiago Guimarães, iG Bahia |

A identificação das 16 vítimas da queda do avião da empresa Noar, ocorrida nesta quarta-feira (13) no Recife, deve demorar até 15 dias, avalia o Departamento de Polícia Técnica da Bahia, responsável pelos trabalhos. O acidente com o bimotor da Noar ocorreu, por volta das 7h, na última quarta-feira (13).

O governo de Pernambuco solicitou o apoio da Bahia para exames de DNA, já que o Estado conta, desde 2005, com um laboratório de genética forense considerado referência para as regiões Norte e Nordeste - com equipamentos para perícias em amostras de sangue, ossos e outros materiais biológicos.

A aeronave decolou do Aeroporto Internacional do Recife com destino a Mossoró (RN). Pouco mais de três minutos após a partida , o bimotor caiu em um terreno perto da praia da Boa Viagem, entre Recife e Jaboatão dos Guararapes, e explodiu em seguida.

O Instituto Médico Legal (IML) de Pernambuco identificou, até o momento, sete corpos por meio de análise de impressões digitais – não foi possível obter os dados para as outras vítimas. O órgão também apontou como causas das mortes politraumatismos resultantes do impacto da queda.

Resultados

Thiago Guimarães/iG
Departamento de Polícia Técnica, em Salvador, onde as análises de DNA das vítimas são feitas
Os exames na Bahia, contudo, serão realizados para as 16 vítimas, com objetivo de ratificar os resultados. Amostras de sangue, ossos e tecidos das vítimas, bem como fragmentos de mucosa oral de familiares, já estão sob análise na capital baiana. “É recomendado que resultados sejam somados”, afirmou, nesta sexta-feira, o perito criminal de Pernambuco Carlos Souza, que acompanha os trabalhos em Salvador.

Leia também: Após acidente, Noar mantém voos suspensos no Recife

Os 15 dias para conclusão dos exames genéticos são considerados como prazo médio para esse tipo de análise, que pode demandar mais tempo se a qualidade das amostras estiver ruim, afirmou o diretor do Departamento de Polícia Técnica da Bahia, Raul Barreto Filho.

Os exames de DNA têm diferentes etapas, como extração do material genético das amostras, identificação de tamanho e ampliação dos fragmentos e montagem dos perfis que serão utilizados para comparação. Os custos das análises ficarão por conta do governo da Bahia.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG