Homem briga com guarda municipal, é preso e sai morto de delegacia

Caso aconteceu em São Domingos, interior da Bahia. Segundo a família de Sidnei Rocha, ele foi espancado na prisão. Polícia nega

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Reprodução Google Maps
São Domingos fica a 245 km de Salvador e tem cerca de 9 mil habitantes
Um homem de 27 anos morreu nesta terça-feira (5) poucas horas após ser preso em São Domingos (245 km de Salvador). Suspeita-se que a vítima tenha sido torturada. O policial civil que fez a prisão foi afastado das funções.

De acordo com a Polícia Civil da Bahia, Sidnei de Santana Rocha foi levado à delegacia na madrugada de terça, após brigar com um guarda municipal. O relato oficial aponta que o rapaz “se mostrava exaltado e recusava-se a ficar custodiado”.

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A polícia informou apenas que o homem “passou mal na carceragem” durante a madrugada e morreu enquanto era transferido para Feira de Santana. Em entrevista a uma rádio local, o pai do rapaz, Selvino Oliveira, acusou pela morte o investigador Marcelo da Souza Silva, que fez a prisão.

“A polícia pegou ele, jogou no chão. Ouvimos ele gritando: mainha, mainha. Quando vimos a polícia já estava com ele enforcado, muito sangue já (...) Ele (investigador) falou: não vou matar agora porque não tenho faca”, afirmou o pai.

Veículos de imprensa locais divulgaram que o laudo da policia técnica apontou que o rapaz teve fratura de múltiplas costelas e traumatismos diversos. Também relataram que policiais teriam dito que o homem se feriu após bater intencionalmente a cabeça na cela.Segundo a família, ele já saiu morto da delegacia.

A nota oficial da polícia baiana não confirmou essas informações. Afirmou ainda que o laudo que determinará a causa da morte não está pronto. “Porém não existem indícios de que o preso tenha sido torturado”, disse o delegado Fábio Santos da Silva, coordenador da Polícia Civil na região.

Dois funcionários municipais que trabalham na carceragem do município e o investigador sob suspeita foram ouvidos. A polícia informou que a análise dos depoimentos e da perícia indicará a necessidade de abertura de processo administrativo contra o policial, que foi afastado preventivamente das funções até o fim da apuração.

Moradores revoltados com a morte ameaçaram invadir a delegacia e não conseguiram. Com isso, eles atearam fogo ao carro da guarda municipal que esteve envolvida no caso. A polícia teve de chamar reforço policial para conter a multidão.

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