Helicóptero que caiu não deve ser usado à noite e com chuva, diz especialista

Segundo diretor regional de associação, aeronave do acidente não opera por instrumentos, apenas visualmente

Anderson Dezan e Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro |

Futurapress
Peça do helicóptero que caiu no mar no sul da Bahia foi encontrado boiando no mar
O modelo de helicóptero que caiu na última sexta-feira (17) no litoral sul da Bahia não foi projetado para voar à noite e em condições climáticas desfavoráveis. A avaliação foi feita ao iG pela Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros. O acidente aéreo ocorreu no trajeto entre Porto Seguro e o Jacumã Ocean Resort, deixando seis mortos e um desaparecido.

Leia também: Empresário pilotou helicóptero do Rio à Bahia antes do acidente

A viagem tinha a previsão de durar aproximadamente dez minutos. Na hora do acidente, no entanto, chovia fino, ventava e havia neblina na região, segundo aviso meteorológico emitido pela Marinha.

Para Gustavo Ozolins, diretor-regional da associação, o acidente poderia ter sido evitado se o voo pilotado pelo empresário Marcelo Mattoso de Almeida, de 48 anos, não tivesse sido feito à noite. Segundo ele, qualquer piloto experiente evitaria trafegar pela região da queda sem luz natural. O corpo do empresário foi encontrado no final da tarde desta segunda-feira (20).

“Era noite e esse modelo de aeronave é completamente visual. Ele não trafega por instrumentos. O piloto decolou em condições desfavoráveis. Para complicar a situação de Marcelo, o tempo estava muito ruim e chovia bastante, o que prejudica ainda mais a visibilidade”, avalia Ozolins.

De acordo com informações do site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o empresário possuía habilitação para pilotar o helicóptero Esquilo que caiu próximo à praia de Ponte de Itapororoca. A licença, no entanto, estava vencida há seis anos.

Em nota, a Aeronáutica informou que a investigação do acidente com o helicóptero de prefixo PR-OMO está sendo realizada pelo Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA 2), com sede em Recife (PE). De acordo com a Força, o inquérito deve ocorrer de forma reservada até a conclusão do relatório final.

Assista ao vídeo sobre o acidente:

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Localizado 5º corpo de vítima de queda de helicóptero

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