Em greve, professores acampam na Assembleia Legislativa da Bahia

Invasão é mais um capítulo da queda de braço entre docentes e governo do Estado por conta de greve, que começou em abril

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Professores das quatro universidades estaduais da Bahia, em greve desde abril, acampam desde a manhã de terça-feira (31) em uma ala da Assembleia Legislativa do Estado, em Salvador.

O protesto, que conta com participação de estudantes e funcionários das instituições de ensino paradas, tem por objetivo “alertar a população para a situação precária das universidades e pressionar para que o governo volte a negociar”, segundo os grevistas. Cerca de 60 mil alunos são afetados pela paralisação dos 5.000 professores.

Divulgação
Professores acampam na Assembleia Legislativa da Bahia
Os 765 docentes da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) e os 950 da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) entraram em greve na primeira semana de abril. No dia 11 daquele mês foi a vez dos 950 docentes da Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana). Os 1.940 professores da Uneb (Universidade Estadual da Bahia), a maior do Estado, engrossaram o movimento no dia 26 de abril.

As reivindicações nas quatro universidades são as mesmas: os professores discordam da proposta de reajuste do governo, que busca congelar negociações até 2014, e criticam medidas de contenção de despesas impostas pela administração estadual.

O governo Jaques Wagner (PT) cortou o ponto dos grevistas no final de abril. A gestão diz que ampliou investimentos em educação, e o governador tem feito apelos públicos aos docentes para que voltem ao trabalho.

“Eu quero, mais uma vez, chamar os professores no sentido da responsabilidade com os alunos, até porque eu tenho a tranquilidade de dizer que, em quatro anos, nós melhoramos muito as condições de trabalho e de investimentos nas nossas universidades”, disse o petista em seu programa semanal de rádio desta semana.

A crise, contudo, foi parar na Justiça. Nesta semana o governo Wagner conseguiu uma decisão que declarou a greve na Uneb ilegal, e determinou a volta dos professores ao trabalho. Já os docentes das quatro universidades paradas já haviam obtido no último dia 26 liminar (decisão provisória) para que o governo volte a pagar os salários suspensos.

Em outra frente, as associações de professores de duas universidades - Uesb e Uefs – entraram com ações pedindo as prisões dos secretários da Administração, da Educação e do próprio governador, por suposto descumprimento da liminar que determinou o pagamento dos vencimentos cortados.

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