Em crise financeira, prefeitura de Salvador corta jornada de trabalho

Setores da adminstração pública passam a funcionar em regime de 'turnão', de 8h às 14h

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Na tentativa de reduzir o rombo no caixa municipal, que chegou a R$ 276 milhões em 2010 , a prefeitura de Salvador limitou o horário de funcionamento de setores da administração, que passarão a funcionar em regime de “turnão”, seis horas ininterruptas, sem horário de almoço. 

A medida começa a vigorar nesta quinta-feira (31) e tem validade inicial de três meses. Repartições funcionarão, em dias úteis, das 8h às 14h, e o atendimento ao público foi limitado de 8h às 13h. Antes do “turnão”, o expediente administrativo no município era de 8h30h às 12h e das 13h30h às 18h.

Segundo a prefeitura, o corte no horário de funcionamento não afetará os serviços de trânsito, saúde, Defesa Civil, atendimento a crianças e adolescentes, salvamento aquático, limpeza urbana e fiscalização em geral.

AE
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O chamado “horário especial de funcionamento” não atingirá os gabinetes do prefeito João Henrique (PP) e do vice, Edvaldo Brito (PTB), mas deverão ser seguidos por empresas públicas e empresas de economia mista. 

Segundo a prefeitura, o objetivo é reduzir gastos com vale refeição, energia, água e telefone. A administração informou que já obteve redução de cerca de R$ 8 milhões por mês nos gastos municipais, com cortes em despesas com terceirizados, combustível e locação de veículos. 

No carnaval, por exemplo, a prefeitura já havia diminuído a contratação de terceirizados em até 50%, com redução de despesas em camarotes e estruturas de apoio. 

Reportagem do iG publicada nesta terça-feira (29) mostrou que a administração de João Henrique na prefeitura de Salvador atravessa uma crise financeira sem precedentes , que vem afetando a prestação de serviços públicos e a popularidade do prefeito. 

De acordo com a administração, já houve corte de 50% nos funcionários terceirizados, que resultou em economia de R$ 5 milhões. Os gastos com essas contratações foram objeto de crítica do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado, em parecer que reprovou a prestação de contas da prefeitura do ano de 2009. Essas despesas aumentaram 83% de 2008 para 2009, atingindo R$ 32 milhões.

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