Grevistas começam a liberar crianças da Assembleia na Bahia

Ao menos oito crianças já deixaram o prédio; as crianças foram utilizadas pelos policiais para evitar a entrada do Exército

Cintia Kelly, especial para o iG, em Salvador |

Depois da visita de um representante do Conselho Tutelar, na noite desta segunda-feira,  filhos e mulheres dos policiais grevistas estão, aos poucos, deixando o prédio da Assembleia Legislativa. Quinze crianças estavam sendo utilizadas como escudo humano para evitar a entrada do Exército no prédio .

Ao menos oito crianças, entre elas um bebê, já deixaram o prédio. O oficial de Comunicação do Exército, tenente Cunha, informou que as crianças estão sendo avaliadas por um médico e depois liberadas, junto com as mães, para irem para casa. Ao menos sete crianças continuavam no prédio da Assembleia na noite desta segunda-feira.

O Juizado da Infância e da Adolescência havia expedido liminar, na tarde desta segunda-feira (6), determinando a retirada das crianças do local. O pedido havia sido feit0, pela manhã, por promotores do Ministério Público Estadual e pelo coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Waldemar Oliveira.

Cerca de 1.000 homens, entre soldados do Exército, da Força Nacional e da Polícia Federal, cercam a Assembleia, utilizada como base pelos grevistas desde o início da greve, há sete dias.

Os agentes federais utilizam metralhadoras, fuzis, pistolas e bombas de efeito moral. A tropa afastou a imprensa do local e fechou as ruas de acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Futura Press
Mulheres e crianças na Assembleia Legislativa da Bahia

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