Chuva alaga aeroporto de Salvador

Água invadiu setores de embarque e desembarque e inundou lojas

Thiago Guimarães, iG Bahia |

Forte chuva que atinge Salvador desde a madrugada desta segunda-feira (21) causou alagamentos no aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães. A água invadiu diversos setores do terminal, como a área de desembarque, restituição de bagagens, saguão de embarque e lojas. As operações de pouso e decolagem chegaram a ser interrompidas durante a madrugada, mas foram retomadas pela manhã.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informu que, dos 60 voos previstos para esta manhã, 13 (22% do total) sofreram atrasos, três (5%) estavam atrasados por volta das 12h e outros três (5%) haviam sido cancelados. Mais tarde, por volta de 14h, dos 75 voos previstos no aeroporto, 18 (24% do total) sofreram atrasos, cinco (7%) estavam atrasados e outros três (4%) haviam sido cancelados.

Thiago Guimarães
Funcionários do aeroporto de Salvador tentam retirar água da chuva
Por conta do alagamento, a entrada da área de embarque teve de ser alterada. No setor de lojas, funcionários tentavam fazer a água escoar. Parte do teto de uma livraria desabou, inutilizando centenas de revistas. “É a quarta vez que a loja alaga por conta da chuva. Sempre tive prejuízo, e a Infraero nunca arcou com um centavo. Este aeroporto é um caos”, reclamava Augusto Carvalho, 51 anos, sócio-gerente da livraria do aeroporto.

Carvalho estimava o prejuízo entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, necessários para reconstrução do teto e reposição da parte elétrica, entre outros ajustes.

Goteiras também tornam perigoso o trajeto da saída das aeronaves ao setor de restituição de bagagens. A água que escorria pelo teto interrompeu o funcionamento de uma das esteiras e molhou o monitor de informações.

"Volume atípico de chuva"

A Infraero atribuiu o problema ao “volume atípico” de chuva, que “excedeu a capacidade de escoamento do sistema de drenagem” do terminal. Segundo a empresa, o sistema é formado por calhas no teto do aeroporto, que direcionam a água da chuva a tubos de drenagem.

“Mesmo contando com o perfeito funcionamento do referido sistema, o qual é submetido a manutenções periódicas, o volume atípico de águas causou o inevitável transbordamento das calhas, resultando na presença de água sobre o forro e no consequente escoamento desta para o saguão de embarque, fato que interrompeu temporariamente as atividades de algumas unidades comerciais”, informou a Infraero.

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