Comunidade quilombola disputa região com Marinha na Bahia

Por Agência Estado |

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Famílias que estão no local há mais de 200 anos são pressionados pela Marinha, que disputa região na Justiça

Agência Estado

Os quase 500 moradores da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, vivem um impasse. De um lado, querem ficar na área onde, segundo relatos das famílias, estão há mais de 200 anos.

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De outro, sentem dificuldades para permanecer, por causa das pressões da Marinha, que disputa com eles na Justiça a posse da área de 301 hectares.

Os moradores afirmam ser descendentes dos escravos de uma antiga usina de açúcar que existia na região. Na década de 1950 a Marinha instalou uma base numa área vizinha à comunidade, num lugar tão bonito e tranquilo que se tornou o preferido dos presidentes da República para descansar. Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva passaram por lá. Dilma Rousseff celebra ali as viradas de ano.

O conflito entre militares e quilombolas se acentuou quando a Marinha decidiu ampliar a base, com a retirada do local dos antigos descendentes de escravos. Eles reagiram e o caso está na Justiça Federal.

A Marinha nega ameaças ou agressões aos moradores do local, mas diz considerar ilegal a ocupação da área. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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